A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um conceito futurista para se tornar parte central da estratégia de negócios no setor financeiro.
Hoje, bancos, fintechs e empresas de pagamentos utilizam algoritmos avançados para personalizar a experiência do cliente, prevenir fraudes, otimizar operações e criar produtos com impacto direto na vida das pessoas.
Para o executivo brasileiro Diego Mendes Gomes, Global Product Manager na Mastercard, a aplicação prática da IA em produtos reais é o que define a diferença entre inovação de palco e transformação efetiva. Com mais de 15 anos de experiência em estratégia de produto e inovação, atuando em empresas líderes como Bradesco, B2W e Mastercard, ele testemunhou de perto como a IA pode gerar valor escalável e mensurável.
“Inteligência Artificial não é sobre ter a tecnologia mais avançada, mas sobre aplicá-la para resolver problemas reais e gerar resultados concretos. No setor financeiro, isso significa melhorar a jornada do cliente, aumentar a segurança e criar novas fontes de receita”, afirma Diego.
Entre os casos práticos que exemplificam esse potencial está a utilização de modelos preditivos para prevenção de fraudes, capazes de identificar padrões suspeitos em transações em tempo real, reduzindo perdas financeiras e fortalecendo a confiança do consumidor. Outro exemplo é o uso de IA para personalização de ofertas e conteúdos, adaptando serviços e recomendações ao perfil e comportamento de cada cliente — prática que não apenas aumenta a conversão, mas também a fidelização.
Na Mastercard, Diego lidera a expansão de uma plataforma global de e-learning e tecnologia presente em mais de 90 países, que utiliza IA para recomendar conteúdos personalizados e adaptar trilhas de aprendizado ao ritmo e às necessidades de cada usuário. Sob sua gestão, o projeto gerou mais de 20 milhões de dólares em receita incremental em apenas 12 meses, provando que a integração inteligente de tecnologia e estratégia de produto pode criar impacto escalável.

Ele também destaca a importância da “inovação responsável” ao implementar soluções baseadas em IA. “A tecnologia precisa ser ética, transparente e centrada no usuário. Em produtos financeiros, especialmente, qualquer aplicação deve priorizar a segurança dos dados e o impacto positivo para o cliente”, reforça.
Com a evolução acelerada da IA generativa e das ferramentas de machine learning, o futuro do setor financeiro aponta para uma transformação ainda mais profunda. Para empresas que querem liderar esse movimento, a recomendação é clara: investir em talentos que combinem visão estratégica, compreensão de negócios e domínio técnico para transformar algoritmos em soluções concretas e competitivas.