Sustentabilidade como ativo competitivo: o papel dos mercados emergentes na economia global

A sustentabilidade deixou de ser um tema periférico para se tornar elemento central das estratégias empresariais em todo o mundo.

Nos mercados emergentes, como o Brasil, o desafio de integrar desenvolvimento econômico com preservação ambiental passou a ser visto não apenas como obrigação, mas como diferencial competitivo diante de investidores internacionais cada vez mais atentos a critérios ambientais, sociais e de governança.

O Brasil ocupa posição privilegiada nessa transição. Com uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta, sustentada por fontes renováveis como hidrelétricas, solar e eólica, o país tem condições de liderar a corrida pela economia verde. Além disso, programas de emissão de títulos verdes e investimentos em infraestrutura sustentável colocam o mercado brasileiro em destaque na América Latina. O movimento global em direção a cadeias produtivas menos poluentes encontra no país um terreno fértil, especialmente em regiões ainda carentes de integração econômica.

É nesse ponto que entra o papel das pequenas cidades e zonas rurais, tradicionalmente afastadas dos grandes fluxos de capital. A integração dessas áreas ao desenvolvimento nacional e internacional passa por investimentos em obras de impacto direto, como estradas, sistemas de saneamento, acesso à água e centros de reciclagem. “Cada comunidade que recebe infraestrutura sustentável não apenas melhora sua qualidade de vida, mas também amplia o potencial de atrair negócios e se conectar a mercados maiores. Sustentabilidade é, acima de tudo, estratégia de competitividade”, avalia o engenheiro e deputado estadual cearense Stuart Castro Farias Lima, especialista em desenvolvimento regional.

No Ceará, experiências locais reforçam essa visão. Projetos como a construção de açudes comunitários, a readequação de centros de resíduos sólidos e a pavimentação de estradas rurais transformaram a realidade de municípios de menor IDH, conectando populações isoladas a polos de produção e consumo. Essas iniciativas dialogam diretamente com o que se discute hoje em fóruns internacionais: a necessidade de transformar sustentabilidade em ativo econômico, e não apenas em política de compensação ambiental.

A participação de Stuart no Pan American Freedom Forum, nos Estados Unidos, como palestrante no painel “Negócios e Liberdade nas Américas”, ilustra como experiências regionais podem inspirar debates globais. Para ele, a principal missão dos mercados emergentes é aproveitar o potencial das regiões periféricas como motor de crescimento. “Sustentabilidade precisa ser tratada como política de Estado e como valor de mercado. O Brasil tem tudo para se posicionar como protagonista global se souber transformar sua diversidade regional em força competitiva”, defende.

Stuart no Pan American Freedom Forum
Stuart no Pan American Freedom Forum

À medida que a transição energética avança e investidores direcionam recursos para ativos verdes, o Brasil surge como um dos principais candidatos a se tornar potência mundial no setor. O caminho para isso, no entanto, depende da capacidade de alinhar experiências locais com estratégias de alcance internacional. Os mercados emergentes que souberem fazer essa conexão terão não apenas voz, mas protagonismo na economia do futuro.

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