5 dicas para não errar na decoração da sala de jantar – 25/07/2026 – Tudo + um pouco

Sala de jantar com mesa oval de madeira cercada por seis cadeiras estofadas. Ao fundo, armários embutidos de madeira com prateleiras decoradas por plantas, livros e objetos. Porta de vidro deslizante aberta para varanda com vista urbana e vegetação. Iluminação suspensa sobre a mesa e ar-condicionado instalado na parede.

A sala de jantar deixou de ser, em muitos projetos, um cômodo separado. Hoje, ela costuma estar integrada à sala de estar e, em alguns casos, também à cozinha.

“O erro que eu mais vejo é as pessoas ainda continuarem pensando nessa sala isoladamente”, afirma o arquiteto Bruno Moraes, do escritório BMA Studio. “Quando o ambiente é integrado aos outros, ele precisa estar em sinergia”, diz. Assim, cores, materiais, estilos e iluminação precisam conversar.

A seguir, veja cinco dicas do arquiteto para acertar na decoração da sala de jantar.

1. Não pense apenas na beleza da mesa

Escolha o formato que melhor se adapta ao espaço disponível e permite a circulação com conforto. Dependendo de cada caso, podem ser modelos redondos, quadrados, retangulares ou ovais. Há também as mesas orgânicas, com forma irregular, que estão em alta na decoração.

Em casas com crianças e idosos, mesas com cantos arredondados são as mais indicadas, por reduzirem o risco de acidentes com quinas.

Vale também considerar o material do tampo. Acabamentos como a lâmina de madeira exigem mais cuidados no dia a dia, enquanto os melamínicos costumam ser mais resistentes, por exemplo. Moraes desaconselha tampos pretos, porque, em geral, marcam impressões digitais e evidenciam a sujeira.

Em apartamentos, é importante verificar se o tampo passa pelo elevador ou se precisará ser içado pela varanda.

2. Tenha cuidado ao escolher cadeiras com braços

O modelo garante maior conforto na hora da refeição, mas, normalmente, é um pouco mais largo e ocupa mais espaço na mesa, o que pode fazer diferença em locais apertados.

Também é fundamental atentar para a distância entre o braço e a parte inferior do tampo da mesa. Quando não há esse cuidado, o risco é que a cadeira não encaixe na mesa ou que, com o tempo, o braço seja danificado. “Precisa ter espaço não só para não raspar, mas também para não prender o seu dedo ali”, diz Moraes.

Na opinião do arquiteto, são boas opções os modelos com assento acolchoado, mas é importante escolher peças com tecido resistente e lavável —de preferência, blindado (com impermeabilização que protege contra líquidos e manchas).

“Gosto muito de usar palhinha no encosto da cadeira, para trazer leveza. Mas, no assento, eu não indico tanto, a não ser que a pessoa seja muito cuidadosa. Porque o material vai deformando”, afirma.

3. Considere a distância entre a mesa e a parede

Segundo Moraes, um dos erros mais comuns, sobretudo em ambientes pequenos, é não levar em conta o espaço necessário para a abertura da cadeira. Para que seja possível puxá-la para se sentar e levantar confortavelmente, o ideal é manter uma distância de pelo menos 90 cm entre a mesa e a parede ou outro obstáculo.

Quando não há esse espaço disponível, o arquiteto recomenda optar por um banco ou canto alemão (banco em formato de L). Caso contrário, as pessoas vão ter que passar de uma cadeira para outra para conseguirem se sentar —e, se os modelos ainda tiverem braço, isso se torna praticamente uma missão impossível.

Uma opção seria puxar a mesa para acessar as cadeiras, mas, muitas vezes, isso é inviável, seja porque ela é muito pesada, seja porque já está cheia de pratos, copos e outros objetos.

4. Acerte a altura do pendente

Quando possível, vale instalar um pendente sobre a mesa de jantar. Além de direcionar a iluminação para a mesa, é uma peça de decoração que valoriza a sala.

Mas é importante acertar a sua altura. Em geral, recomenda-se que ele fique a cerca de 60 cm acima do tampo da mesa. O arquiteto destaca, porém, que essa não deve ser uma regra, já que é preciso considerar as características de cada modelo.

Para não errar, o ideal é instalar o pendente somente depois de posicionar a mesa. Assim, você pode se sentar e, com a ajuda de um eletricista, ajustar a altura para verificar se a luz não ofusca a visão.

Para deixar o ambiente mais aconchegante, dê preferência a uma iluminação amarelada, com temperatura de cor de 3.000 K (essa informação pode ser encontrada na embalagem da lâmpada).

Moraes também sugere que a iluminação da sala de jantar seja dimerizável, isto é, conte com um dispositivo para controlar a intensidade da luz e permitir, por exemplo, mais claridade em uma refeição em família e menos em um jantar romântico.

5. Se possível, dispense o tapete

Se a mesa de jantar é usada com frequência para as refeições, deixar o piso sem tapete ajuda a manter o ambiente limpo, já que migalhas e respingos podem ser removidos com mais facilidade.

Mas, se fizer questão da peça sob a mesa, prefira um modelo com material resistente e fácil de lavar. Moraes indica fazer a blindagem do tapete, mas ressalta que é preciso perguntar, no momento da compra, se o tecido admite esse tipo de procedimento.

Evite modelos muito espessos, que podem causar tropeços. Já os tapetes muito finos podem enrugar ou escorregar com facilidade. Por isso, a recomendação é usar uma manta emborrachada sob a peça.



Fonte ==> Folha SP

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