A maldição do conhecimento: por que quem mais domina um assunto às vezes é quem menos se faz entender

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Quanto mais se conhece um tema, mais fácil é achar óbvio o que o outro ainda não sabe. Para a APRESENTHE, de Thiago Menegazzi e Gustavo Rivera, apresentar bem é uma competência à parte, que exige método.

Existe um ponto em que conhecer muito sobre um assunto começa a atrapalhar na hora de explicá-lo. Quem estuda um tema por anos, acumula experiência e produz conhecimento relevante vai, aos poucos, tratando como óbvio aquilo que, para quem ouve, está longe de ser. O raciocínio que já virou automático na cabeça do especialista pula etapas que o público ainda precisa percorrer. O conteúdo é bom. A forma como ele chega às pessoas, nem sempre.

Isso aparece em congressos, salas de aula, reuniões, defesas de projetos e palestras. O pesquisador que domina o próprio tema a ponto de resumir anos de trabalho em poucos minutos pode, exatamente por isso, deixar a plateia para trás. O professor que conhece a matéria de cor nem sempre percebe onde o aluno travou. Quanto maior o domínio sobre um assunto, maior o risco de falar como se todos já soubessem aquilo que ainda precisam aprender.

Parte do problema está em como as apresentações acadêmicas e corporativas ainda costumam ser tratadas, como uma simples transferência de informação. Há um conteúdo, ele precisa caber em um tempo determinado, e os slides entram como uma espécie de depósito organizado de tudo o que precisa ser dito. O que deveria ser uma conversa vira uma descarga de dados.

Para a APRESENTHE, especializada em comunicação estratégica e desenvolvimento de apresentações, o caminho é outro. Uma boa apresentação começa bem antes de abrir o arquivo do PowerPoint, no momento de decidir o que realmente importa, construir uma linha de raciocínio e definir como conquistar e conduzir a atenção de quem ouve. É aí que o conteúdo, o material visual e a forma de apresentar precisam trabalhar a favor da mesma mensagem, e não se transformar em distrações que dificultam sua compreensão.

“Conhecer profundamente um assunto é fundamental, mas isso não garante que as pessoas consigam acompanhar o seu raciocínio. Apresentar bem também exige método, escolhas e preparação”, explica Thiago Menegazzi, cofundador da APRESENTHE ao lado do sócio Gustavo Rivera.

O desafio, segundo ele, é o mesmo para um pesquisador que apresenta anos de estudo em poucos minutos e para um executivo que defende um projeto diante da diretoria: selecionar sem empobrecer, simplificar sem banalizar e comunicar sem transformar a apresentação em uma sequência interminável de informações. Em todos esses casos, o conhecimento é só a matéria-prima. O trabalho começa quando é preciso decidir o que cortar, em que ordem contar e como manter alguém interessado até o fim.

No fim das contas, o que está em jogo é fazer a forma estar à altura do conteúdo. Ter algo relevante para dizer é o ponto de partida. Conseguir que as pessoas compreendam, acompanhem e se lembrem daquilo é outra competência, e é justamente essa competência que o trabalho de Thiago Menegazzi e Gustavo Rivera, à frente da APRESENTHE, se propõe a desenvolver.

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