Aviação brasileira bate recorde de passageiros apesar da alta de preços global do petróleo

Aviação brasileira bate recorde de passageiros apesar da alta de preços global do petróleo

Alta decorrente da escalada no Oriente Médio encareceu o custo do querosene de aviação e das passagens aéreas, mas medidas de contenção tomadas pelo governo brasileiro amorteceram o impacto no setor.

A aviação brasileira atingiu nos primeiros meses de 2026 o maior número de passageiros transportados da história do setor.

Segundo noticiou o portal Poder360, citando dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), de janeiro a abril foram registrados 44,3 milhões de embarques, sendo 33,7 milhões em voos domésticos e 10,6 milhões em voos internacionais.

O total representa uma alta de 7,6% em relação ao mesmo período de 2025 e indica que a aviação brasileira manteve o quantitativo recorde de passageiros mesmo com a alta de preços provocada pela guerra no Oriente Médio.

A trajetória de preços da aviação civil brasileira acompanhou o cenário externo, com alta registrada após a escalada de violência no Oriente Médio que impactou nos custos de querosene de aviação e, por consequência, no preço das passagens aéreas.

Em janeiro, o custo médio da passagem ficou em R$ 621,25, cerca de 9,86% acima do registrado em janeiro de 2025. O aumento das passagens foi puxado pela alta no custo do combustível para as companhias aéreas. De janeiro a abril, o litro do querosene de aviação (QAV) passou de R$ 3,51 para R$ 5,40, um salto de 53,8%.

O governo brasileiro adotou medidas para amortecer o impacto da alta no setor e conter a escalada nos preços das passagens. Em 6 de abril, o governo zerou as alíquotas PIS e Cofins sobre o QAV. A medida, anteriormente válida até 31 de maio, foi prorrogada até 31 de julho, e a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) vem pedindo ao governo que mantenha a isenção até o final do ano.

Em paralelo, a Petrobras reduziu o preço do litro do QAV em 14,2% em 1º de junho e a expectativa é que a medida alivie ainda mais nos próximos meses os impactos do conflito no Oriente Médio sobre a aviação brasileira.



Fonte ==> Bahia Notícias

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