Em quartos pequenos, é preciso encontrar um equilíbrio entre aproveitar bem cada centímetro e criar uma sensação de amplitude.
Embora contar com espaço de armazenamento seja importante, ocupar as paredes com muitas prateleiras e armários pode fazer com que o cômodo pareça ainda mais apertado.
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“Nessa vontade de fazer o melhor aproveitamento, muitas vezes a gente encontra um excesso de itens com um peso visual muito grande no quarto, o que atrapalha a sensação de conforto e aconchego que a gente quer para esse ambiente“, afirma a arquiteta Juliana Faria.
Por exemplo, instalar um armário sobre a cama pode acabar deixando o visual mais carregado. Mas, quando essa solução é inevitável, vale apostar em cores e formas que ajudem a suavizar a sua presença.
A seguir, veja as dicas da especialista para valorizar o espaço disponível em um quarto pequeno.
Cores
Não há problema em usar tons mais escuros em cômodos compactos, desde que a pintura esteja em pontos estratégicos e a iluminação do ambiente seja bem pensada. “Gosto bastante de usar cores em meia parede“, diz a arquiteta. Mas, se não quiser arriscar, invista em tonalidades mais claras.
Cama
Para garantir a leveza visual, a melhor opção é uma cama baixa (com cerca de 50 cm de altura), elevada do piso e apoiada sobre pés finos.
Já a cama box com baú tem a vantagem do espaço de armazenamento, mas acaba sendo um volume muito grande no meio do cômodo. Se não for possível evitá-la, Juliana Faria indica usar uma “saia” para esconder a base e ajudar no equilíbrio de proporções.
Ao redor da cama, o espaço para circulação deve ser de pelo menos 50 cm —idealmente, 60 cm. Em frente ao guarda-roupa, se possível, vale manter uma distância em torno de 75 cm, para garantir o conforto ao abrir as portas e pegar as peças no armário.
Cabeceira
Quanto mais alongada ela for, mais dará impressão de amplitude ao quarto. “Se você conseguir fazer uma cabeceira que abrace a cama e as mesas laterais, chegará numa proporção interessante”, diz Juliana.
Já os modelos muito altos e restritos à largura da cama costumam produzir o efeito contrário. Segundo a arquiteta, o ideal é que a cabeceira tenha até 1,20 m de altura.
Em cômodos mais apertados, ocupar poucos centímetros de profundidade com uma peça de marcenaria ou estofado pode fazer diferença na circulação ao pé da cama. Nesses casos, uma alternativa é desenhar o formato da cabeceira com uma pintura de meia parede.
Mesas laterais
As mesinhas de cabeceira suspensas são uma ótima escolha para quartos pequenos. Ao manter o piso livre, o ambiente ganha leveza e a limpeza fica mais fácil.
Também é interessante que a peça tenha ao menos uma gaveta, para guardar itens e evitar o excesso de objetos à mostra. Isso ajuda a manter a organização e, por consequência, contribui para a sensação de amplitude.
Iluminação
Para deixar o cômodo mais acolhedor, investir em iluminação indireta é essencial. Em um ambiente pequeno, luminárias fixadas na parede são boas opções, porque não ocupam espaço nas mesas laterais como os abajures.
No quarto, dê preferência à iluminação amarela. “É bom evitar a luz branca, porque ela dá uma sensação de alerta o tempo todo. Quando a luz é mais amarelada, traz mais conforto e aconchego”, diz Juliana.
Guarda-roupa
A cor do armário deve harmonizar com o restante do ambiente, para que seu volume não fique muito destacado no cômodo. Se possível, evite puxadores grandes, que podem atrapalhar a passagem. Modelos embutidos na marcenaria são os mais indicados.
Se o móvel for planejado, vale aproveitar toda a altura disponível, do piso ao teto. Antes de definir o projeto, é importante pensar em como as roupas e os demais itens serão armazenados. Quem guarda mais peças dobradas, por exemplo, pode priorizar prateleiras em vez de cabideiros. Assim, o espaço é aproveitado de forma mais eficiente.
Na escolha das portas, é importante considerar que os modelos de correr exigem alguns centímetros extras de profundidade para acomodar os trilhos. Já as portas de abrir permitem um armário menos profundo, mas precisam de área livre para a abertura.
TV
Sempre que possível, deixe os fios e conexões embutidos na parede. Painéis acabam ocupando alguns centímetros da passagem ao pé da cama. Prefira suportes do tipo slim, que mantêm a televisão mais próxima da parede.
Cortina
Dê preferência a cores mais claras. O ideal é que as cortinas ocupem o máximo possível das laterais da janela —podem ir de ponta a ponta da parede ou de um lado da parede até a mesa de cabeceira, por exemplo.
“Assim, parece que a janela fica maior. E, quando você empurra a cortina, ela fica em cima da parede, não da janela. Com isso, você maximiza a entrada de luz e ventilação”, diz a arquiteta.
Para reforçar a sensação de amplitude, a arquiteta recomenda que as cortinas cheguem até o piso. Se isso não for possível, porque há um móvel embaixo da janela, melhor optar por uma persiana.
Fonte ==> Folha SP
