Está nascendo a “Bloomberg dos Dealmakers”

Ricardo Bellino em destaque na apresentação da MyDeals, plataforma voltada à organização do capital de relacionamento e à conexão de oportunidades de negócios.

Como a MyDeals pretende transformar capital de relacionamento em infraestrutura para negócios

Durante décadas, o mercado financeiro construiu plataformas capazes de organizar volumes gigantescos de informação e transformá-los em inteligência para decisões. Bloomberg, Refinitiv e FactSet se tornaram referências de um mercado em que acesso, velocidade e organização da informação representam vantagem competitiva.

Mas existe outro ativo decisivo para os negócios que ainda opera, em grande parte, de maneira fragmentada: os relacionamentos.

Contatos estratégicos continuam espalhados entre agendas pessoais, grupos de WhatsApp, planilhas, cartões de visita, redes sociais e, principalmente, na memória de quem sabe quem procurar quando surge uma oportunidade.

É nesse território que a MyDeals pretende entrar.

Criada por Ricardo Bellino, empreendedor ligado ao universo de negociação, investimentos e construção de ecossistemas empresariais, a plataforma parte de uma tese simples: relacionamentos profissionais podem deixar de ser apenas patrimônio individual para se transformar em inteligência estruturada para negócios.

A proposta não é criar mais uma rede social. Também não é reproduzir um CRM tradicional. O objetivo é construir um ambiente no qual conexões possam ser organizadas, qualificadas e relacionadas a oportunidades concretas de negócio.

“A informação foi o petróleo da economia industrial. Os dados impulsionaram a economia digital. Acredito que o próximo grande ativo estratégico será o capital de relacionamento”, afirma Bellino.

É dessa visão que surge a expressão “Bloomberg dos Dealmakers”.

A comparação ajuda a dimensionar a ambição do projeto: assim como plataformas financeiras organizaram informação crítica para investidores e mercados, a MyDeals pretende estruturar inteligência em torno de pessoas, conexões e oportunidades.

A analogia se refere exclusivamente ao posicionamento conceitual da plataforma e não representa vínculo institucional ou comercial com a Bloomberg L.P.

De conectar pessoas a conectar oportunidades

Durante anos, networking foi tratado quase como uma equação de quantidade: mais contatos, mais seguidores, mais cartões, mais gente na agenda. O problema é que quantidade de conexões nunca foi sinônimo de capacidade de realizar negócios.

A tese da MyDeals segue a direção contrária.

Em vez de ampliar indiscriminadamente redes de contatos, a plataforma pretende reunir empreendedores, investidores, conselheiros, especialistas, mentores, executivos, famílias empresárias e instituições dentro de um ecossistema orientado à identificação de oportunidades.

Isso muda a lógica.

Uma conexão deixa de representar apenas alguém que se conhece e passa a carregar contexto: quem pode abrir determinada porta, aproximar um investidor, encontrar um especialista, estruturar uma aquisição, participar de uma sociedade ou acelerar uma expansão.

No mundo dos negócios, saber quem conhece quem frequentemente é tão importante quanto saber quem sabe o quê.

Transformar essa inteligência informal em estrutura é o desafio que a MyDeals decidiu enfrentar.

Um ecossistema além da plataforma

A MyDeals não surge isoladamente. Ela integra um ecossistema construído em torno do conceito de dealmaking.

A Dealmakers Academy atua na formação de empreendedores para negociações estratégicas. O Dealmakers Club reúne empresários, investidores e lideranças em uma comunidade de relacionamento. A MyDeals acrescenta a camada tecnológica destinada a organizar e ampliar essas conexões.

Academy, Club e plataforma passam, portanto, a cumprir funções diferentes dentro da mesma arquitetura: conhecimento, relacionamento e inteligência aplicada.

A aposta é que negócios relevantes raramente nascem apenas de tecnologia ou capital.

Eles também dependem de confiança. E confiança depende de reputação, histórico e acesso.

Tecnologia para transformar a tese em plataforma

Uma ambição dessa dimensão depende menos do discurso e mais da capacidade de execução.

Para desenvolver a infraestrutura tecnológica da MyDeals, a empresa escolheu a Opah IT como software house e parceira de tecnologia.

Fundada em 2012, a companhia brasileira atua no desenvolvimento de software sob medida e em projetos de transformação digital, incluindo inteligência artificial, cloud computing, Open Finance, integração de sistemas e plataformas corporativas.

A escolha coloca um desafio concreto sobre a mesa: transformar um ativo essencialmente humano — relacionamento — em uma arquitetura digital capaz de organizar informações sem eliminar aquilo que torna uma conexão valiosa em primeiro lugar.

Confiança não cabe facilmente em uma linha de código. Reputação também não.

É justamente por isso que a tecnologia precisará funcionar como infraestrutura para o relacionamento, e não como substituta dele.

“Não estamos construindo apenas uma plataforma digital. Estamos desenvolvendo uma infraestrutura para o capital de relacionamento. Precisávamos de um parceiro tecnológico capaz de transformar uma visão de longo prazo em uma solução robusta, segura e preparada para crescer globalmente”, afirma Bellino.

Para João Moressi, fundador e CEO da Opah IT, o projeto exige uma arquitetura preparada para evoluir junto com o próprio modelo de negócios.

“A MyDeals representa uma nova categoria de plataforma. Nosso compromisso é transformar essa visão em uma infraestrutura tecnológica escalável, segura e preparada para evoluir continuamente. Mais do que desenvolver software, queremos construir um ambiente capaz de conectar pessoas, oportunidades e inteligência de negócios com padrão internacional.”

A parceria também acompanha um movimento mais amplo da indústria de tecnologia: software houses deixando de atuar apenas como executoras de projetos para participar da construção dos próprios modelos de negócio de seus clientes.

O relacionamento como vantagem competitiva

Conhecimento já foi tratado como poder. Depois, dados passaram a ocupar o centro das decisões.

A MyDeals aposta que existe uma terceira camada nessa equação: a capacidade de acessar rapidamente as pessoas certas. Não basta saber. Em determinadas situações, é preciso saber quem sabe.

Não basta ter capital. É preciso encontrar quem pode multiplicá-lo, investi-lo, conectá-lo a uma oportunidade ou transformá-lo em capacidade de execução.

Essa lógica sempre existiu. O que muda é a tentativa de estruturá-la.

Durante muito tempo, grandes dealmakers construíram esse patrimônio durante décadas, acumulando relações, confiança e conhecimento informal sobre mercados e pessoas.

Se a tecnologia conseguir organizar parte desse capital sem transformar relacionamento em mera coleção de contatos, uma competência historicamente pessoal poderá ganhar uma nova camada de escala.

O futuro do dealmaking

A MyDeals não precisa competir com LinkedIn, CRMs ou redes sociais para provar sua tese. O teste é outro.

Será necessário demonstrar se tecnologia consegue organizar capital de relacionamento de maneira suficientemente inteligente para gerar conexões melhores — e, principalmente, negócios que provavelmente não aconteceriam sem elas.

Se isso ocorrer, empreendedores poderão começar a administrar relacionamentos estratégicos com um grau de organização mais próximo daquele utilizado na gestão de outros ativos empresariais.

É uma tese ambiciosa. E justamente por isso será julgada pela execução, não pelo slogan.

Porque no mundo dos negócios, ter milhares de contatos impressiona pouco.

Saber exatamente quem precisa estar na mesa quando uma oportunidade aparece é outra história.

Businessweek Insight

“A Bloomberg organizou a informação financeira. A MyDeals pretende organizar o capital de relacionamento.”

Se dados ajudaram a construir a economia digital, confiança, reputação e conexões qualificadas podem se tornar uma camada cada vez mais relevante da infraestrutura dos negócios.

Nota editorial

A expressão “Bloomberg dos Dealmakers” é utilizada neste conteúdo exclusivamente como analogia editorial para explicar o posicionamento e a ambição estratégica da MyDeals. A plataforma não possui afiliação, autorização, endosso, parceria ou relação societária com a Bloomberg L.P. ou suas empresas.

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