Em meio a um ruidoso processo de divórcio com a ex-corretora e influencer Daniela Fagundes, Roberto Setubal, copresidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco, vai se casar novamente.
O casamento com Michelle Guedes, apontada como pivô da separação, será em março, conforme “save the date” já encaminhado a amigos.
O romance entre Setubal e Michelle, funcionária da Dan Galeria, tornou-se público em 4 de março do ano passado por meio de um post da ex-mulher do banqueiro, no qual ela revelava a traição como causa da separação.
Daniela citou Michelle nominalmente e a identificou como uma mulher casada e vendedora de arte. O universo das artes plásticas teria aproximado o novo casal, uma vez que Setubal é um dos maiores colecionadores do país.
No vídeo depois apagado de suas redes sociais, Daniela aparece chorando ao lado dos filhos e se dizendo ameaçada.
Viraram caso de polícia os desentendimentos entre o ex-casal, que se divorciou em dezembro de 2024.
O banqueiro registrou Boletim de Ocorrência contra a ex-mulher primeiro por injúria. Voltou à delegacia para formalizar queixa de agressão por parte de Daniela em um episódio ocorrido no lobby de um hotel de luxo em São Paulo.
“A autora chegou com a filha e, na recepção, começou a agredir a vítima [Setubal] com tapas, chutes, joelhadas e pontapés, com a filha no colo, aparentemente por motivos de ciúmes”, diz o B.O.
Daniela teria proferido ofensas à Michelle, que também move processo contra a ex do futuro marido.
Lances de um divórcio bilionário que começou amigável, mesmo com o final do conto de fadas vivido pela corretora de imóveis que conquistou o coração de um dos homens mais ricos do país.
“Meu divórcio saiu em cinco dias”, disse Daniela à Folha, em fevereiro do ano passado, quando anunciava os planos para expansão da D-Gaia.
A grife de luxo foi fundada em sociedade com Setubal, que detinha 99% do negócio, quotas que seriam transferidas integralmente para ela como parte do acordo de separação.
“O Roberto é um homem muito generoso. Fui o quarto casamento dele. Ele sempre deixou as ex-esposas super bem. O padrão de vida que eu tinha com ele vai continuar. Até porque a gente tem uma filha”, afirmou, na mesma entrevista.
Daniela e a herdeira permaneceram no dúplex da família, localizado em um dos endereços mais luxuosos de São Paulo.
Com as desavenças públicas, a relação azedou de vez. A guarda da filha de 2 anos, que seria compartilhada, está sendo disputada pelo ex-casal, em um processo que corre em segredo de Justiça.
“Ele já perdeu não sei quantas vezes, mas estou fazendo perícia psicológica e psiquiátrica para provar que sou capaz de ser mãe, pois querem tirá-la de mim a qualquer custo”, diz Daniela, por mensagem de WhatsApp. “Estou cansada, não vou mais me calar.”
O acordo inicial de divórcio voltou a ser discutido em um processo que também tramita em sigilo.
Parte do litígio teve contundente capítulo no foro empresarial paulista. Em decisão da 1ª Vara Empresarial e de Conflitos de Arbitragem, o juiz André Salomon Tudisco negou pedido de liminar em ação indenizatória movida pelos advogados de Setubal, em nome da grife D-Gaia, contra Daniela.
A alegação é de que a sócia minoritária teria transferido R$ 1,96 milhão da conta da empresa para a conta pessoal sem autorização do outro sócio, resultando em bloqueio extrajudicial feito pelo Itaú. A defesa de Daniela diz que ela é vítima de violência patrimonial.
Em 19 de novembro, o juiz proferiu sentença favorável a ré, declarando que o “ex-cônjuge teria utilizado sua posição no Banco Itaú para promover bloqueios de suas contas antes mesmo do ajuizamento da demanda, interferindo diretamente na dinâmica econômica dela e criando um ambiente de controle financeiro incompatível com a igualdade de gênero”.
Segundo o magistrado, fica evidente a assimetria de poder econômico. “De um lado, uma mulher cuja autonomia econômica foi restringida por bloqueios não amparados por ordem judicial e por descumprimento de obrigações assumidas pelo ex-cônjuge; de outro, um sócio majoritário com amplo poder econômico e institucional”.
Por meio de sua assessoria, Setubal informa que está recorrendo da decisão em primeira instância.
“A ação tem por objeto a apuração de conduta irregular da sócia Daniela Fagundes ao movimentar recursos financeiros da pessoa jurídica sem prévia deliberação societária”, diz a nota.
“O recurso interposto esclarece a inexistência de qualquer forma de discriminação de gênero ou violência patrimonial, condutas que Roberto Setubal fortemente repudia e considera inadmissíveis.”
Também em nota, o Itaú Unibanco esclarece que “quando há questionamento formal por qualquer cliente sobre a regularidade de transações, é realizado o bloqueio cautelar dos valores, nos termos das Resoluções 103 e 142 do Banco Central, com o objetivo de permitir sua apuração”.
A assessoria declara ainda que a atuação do banco é técnica e imparcial. “No caso em questão, esse bloqueio cautelar foi posteriormente convertido em indisponibilidade por decisão judicial, que foi integralmente cumprida pelo banco.”
Enquanto aguarda os desdobramentos dessa série de embates, Setubal vive a nova paixão, “um encontro de almas” com Michelle, como chegou a definir.
Em 25 de novembro, seis dias depois da sentença em que o juiz vislumbrou indícios de violência patrimonial contra a ex, Setubal e Michelle compareceram a um leilão beneficente da ONG Oportunidade do Bem, organizado por Ana Eliza Setubal. Posaram juntos e sorridentes para fotos.
O quinto casamento do banqueiro vai ser uma festa íntima para familiares e amigos próximos.
Fonte ==> Folha SP
